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Fonte: FolhaDirigida
Data Publicação: 16/06/2010
EAD é fundamental para promover a inclusão social
Os diversos problemas enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiência devem ser ainda mais debatidos nesta quinta-feira, 3 de dezembro, Dia Internacional do Portador de Deficiência. Segundo o ex-Ministro da Educação e atual presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância (Aced), Carlos Alberto Chiarelli, datas assim são importantes para mostrar para a sociedade o papel fundamental da inclusão social, que começa pelo fim do preconceito e melhor acesso à educação.
A maioria dos portadores de deficiência tem idade e condições potenciais de integrar o mercado de trabalho, mas enfrenta dificuldades, uma vez que não têm a habilitação profissional exigida, segundo Chiarelli. Dados levantados pela Aced dão conta que aproximadamente 1 milhão de vagas criadas pela política de cotas para deficientes em empresas não são preenchidas.
“Esse dado merece especial atenção pelas autoridades e sociedade. A inclusão das pessoas com deficiência pode e deve ser iniciado pelo acesso ao saber. Para tanto, está em andamento, inclusive, um projeto educacional pioneiro voltado para atender as necessidades especificas dessas pessoas, por meio da Educação a Distância, considerado sucesso entre os participantes”, disse Chiarelli.
O presidente da Aced afirmou que a dificuldade dos deficientes para se deslocar, a discriminação e a falta de informação são alguns dos motivos que levam grande parte dessas pessoas a não avançarem nos estudos: “Por isso acredito na ferramenta primordial do ensino a aistância (EAD) para auxiliar na integração social dessas pessoas. A flexibilidade de tempo e de espaço dessa metodologia para os alunos, que poderão estudar praticamente em qualquer local e em qualquer horário, pelo tempo de que necessitarem, é o diferencial do EAD”.
Mas o desenvolvimento insatisfatório da educação no Brasil e o pouco uso em sala de aula de novas tecnologias formam um cenário inadequado do ensino brasileiro, de acordo com Chiarelli: “Infelizmente, nossa educação ainda é basicamente voltada para o ensino tradicional, que não busca outras ferramentas que possam auxiliar o aprendizado. Dessa forma, nota-se certo desestímulo entre os estudantes, que estão no seu cotidiano em contato com novos instrumentos tecnológicos”.
Uma classificação feita pelo Fórum Econômico Mundial coloca o Brasil apenas na posição de número 59 entre as economias que mais conseguem tirar proveito das novas tecnologias, por força, inclusive, do governo, que não utiliza suficientemente essas tecnologias.
Entre os países latino-americanos, o líder é o Chile, na 34ª posição. Já o Brasil vem caindo desde 2005 e já é superado por países como Turquia, México, China, Jamaica, Arábia Saudita, Índia ou Barbados. “Com base nesses dados, deveriam ser revistos os investimentos na área da educação. É preciso agir rapidamente para avançar no uso da tecnologia”, disse Chiarelli.
Chiarelli explica que existem instituições de ensino e alunos que buscam novas alternativas para o acesso ao saber, mas, infelizmente, as tecnologias educacionais não estão sendo incorporadas na velocidade necessária. O ex-Ministro ainda comenta que, na busca por novos métodos, os estudantes encontram na Educação a Distância (EAD) e em materiais didáticos diferenciados novas formas de aprender, mas ainda há dificuldades impostas sobre estas ferramentas.
“O próprio governo não facilita no patamar desejado o avanço destas novas tecnologias enquanto que, em outros países, o estímulo para a adesão ao EAD, por exemplo, é crescente. É necessário que haja mais incentivos para esses mecanismos de acesso ao saber. Só assim conseguiremos modificar o cenário da educação brasileira”, disse o ex-ministro.
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