Com o intuito de propiciar subsídios para reflexões e discussões sobre um novo olhar frente ao processo ensino-aprendizagem e intercambiar práticas pedagógicas diferenciadas, necessárias aos educadores frente à diversidade, o Curso de Pedagogia do Centro Universitário São Camilo-SP promoveu, no dia 30 de maio, o VI Fórum de Inclusão Escolar: desafios e práticas da Educação Inclusiva.
O evento teve como proposta oportunizar um espaço de interlocução entre todos os participantes para o compartilhamento de experiências e conhecimentos construídos em estudos e vivências profissionais para o desafio da Inclusão Escolar.
Profa. Luci Fernandes, Coordenadora do Curso de Pedagogia, afirma que a educação e a saúde têm um papel fundamental na redução da desigualdade, sendo áreas que se encontram no centro da promoção da inclusão social, objetivo permanente e elemento de suma importância em gestões democráticas e participativas.
“Mediante essa condição, a formação de profissionais pesquisadores é uma das alternativas para minimizar essa condição alarmante em que vivemos, uma vez que estes irão se constituir como ‘atores’ centrais da construção de novas estratégias sociais e educacionais que respondam aos desafios do mundo globalizado, com possibilidades de minimizar as exclusões atuais”, explica.
A ocasião contou com palestrantes renomados e atuantes na área de educação inclusiva, que propiciaram momentos de debates e reflexão acerca dos temas abordados.
Profa. Silvana Damásio proferiu a palestra Práticas pedagógicas de apoio e acompanhamento à inclusão, apresentando as diretrizes da política de atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais e atribuições do CEFAI/PAAI da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão/Professores de Apoio à Inclusão).
“Discutir a área de inclusão é importante, principalmente na formação de professores”, relatou a psicóloga, Profa. Silvia Rosas, que ministrou a palestra Transtornos invasivos do desenvolvimento, na qual abordava os temas Autismo Infantil, Síndrome de Asperger e de Rett.
“O docente precisa conhecer melhor as teorias sobre os transtornos invasivos do desenvolvimento e deve saber lidar com esse tipo de aluno que ele tem em sala de aula. Precisa conhecer formas de condutas específicas de contenção e que levem o aluno a acalmar-se, em caso de crise, tranquilizar e explicar às outras crianças o que o colega está passando, porque o principal é preparar todos os alunos para a inclusão escolar”, explica.
Para apresentar o tema Desafios da formação do professor do ensino regular para a inclusão escolar, foi convidada a Profa. Dra. Maria Aparecida de Menezes, docente do Curso de Pedagogia da São Camilo-SP, que ressaltou a importância da formação continuada de docentes e apontou as dificuldades da formação de professores para atuarem com estudantes com necessidades educacionais especiais.
A coordenadora do curso, Profa. Luci, explicou os três princípios fundamentais abordados na palestra da Profa. Maria Aparecida. O primeiro é a formação inicial, contexto específico dos cursos de ensino superior responsáveis por habilitar, qualificar e instrumentalizar os futuros docentes com os fundamentos científicos e disciplinares, conceitos, atitudes e habilidades necessárias à tarefa de ensinar.
O segundo princípio abordado pela Profa. Maria Aparecida e explicado pela Profa. Luci foi a formação continuada dos estudos acadêmicos em cursos presenciais, a distância, projetos de formação em serviço, reflexões sobre a prática, trocas de experiências e/ou acontecimentos cotidianos potencializadores de inovação educativa. “É nela que estão depositadas as expectativas e esperanças de apropriação, aprimoramento e alargamento dos conhecimentos necessários/adequados ao contexto e ao alunado”, afirma a coordenadora.
A autoformação também participa desse processo. É a busca deliberada, são os caminhos nos quais o educador faz suas escolhas, assumindo o gerenciamento de sua própria formação.
Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2008 apontam um crescimento significativo nas matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino regular. O índice de matriculados passou de 46,8% do total de alunos com deficiência, em 2007, para 54% em 2008. Estão em classes comuns mais de 375 mil estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Segundo Profa. Luci, os objetivos da educação são os mesmos para todos os educandos: propiciar a todo e qualquer indivíduo o básico indispensável para sua vida em sociedade, o que significa promover a aprendizagem e favorecer as potencialidades de todos os alunos, considerando as dificuldades e particularidades que possam apresentar, com necessidades educacionais especiais ou não.
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