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Carreira & Sucesso - "Guia das Profissões - Nutrição"
Um educador alimentar: assim podemos descrever o nutricionista. Diferente do que muitas pessoas imaginam, a atuação desse profissional não se limita a prescrever dietas saudáveis. Sim, ele continua atuando em consultórios e clínicas médicas, mas teve seu campo de trabalho muito ampliado nos últimos anos. "Eu atuo há mais de 30 anos nessa área, e de oito a nove anos para cá começamos a perceber que os empregos na área de Nutrição cresceram a tal ponto de, numa única semana, 30 empresas diferentes me pedirem nutricionistas com urgência", conta a professora-coordenadora do curso de Nutrição da Centro Universitário São Camilo e vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo, Sandra Chemin.
Ela afirma que, além desse interesse interno, muitos países começaram a requisitar profissionais do Brasil. "Estamos começando a exportar conhecimento: a África pediu nutricionistas, Dubai também... Então, nós nos sentimos cada vez mais realizados profissionalmente com isso", diz Sandra.
Graduação e mercado
São quatro anos de graduação, na qual o aluno tem matérias relacionadas às áreas Humanas e Biológicas. E o nutricionista tem encontrado, mesmo antes de formado, um mercado aquecido e promissor. "Este ano está tendo ainda mais espaço do que no ano passado, que, por sua vez, foi melhor do que o ano retrasado. Então, o mercado vem melhorando a cada ano. A maioria dos alunos se forma já com emprego certo", afirma Sandra.
Promissor e com expectativas ainda mais animadoras para os próximos anos, o mercado vem absorvendo a maioria dos profissionais da área. "No ano passado, nós tivemos uma grande surpresa: 80% dos nossos alunos, ainda durante o período de estágio, foram contratados, terminaram o curso com emprego efetivo", garante a diretora do curso de Nutrição da PUC-Campinas, Ângela de Campos Tretin.
Características importantes
Segundo Sandra, a característica principal de quem deseja ingressar nessa profissão é gostar do ser humano e de ser humano "Nós trabalhamos com o maior prazer do ser humano, que é a alimentação", afirma.
Ela diz que, diferente de anos atrás, a Nutrição precisa ser vista hoje de uma forma mais abrangente e flexível, não esquecendo de questões sociológicas e antropológicas. "Hoje o caminho é totalmente diferente. Na minha época, se disséssemos: você precisa comer chuchu, e a pessoa dissesse que não gostava, queríamos que ela comece mesmo assim... Hoje isso não é mais dessa forma. Nós temos de respeitar o ser humano nas suas preferências, nas suas aversões, no seu entendimento, e fazer disso um motivo de qualidade de vida", observa Sandra.
Campo de atuação
O nutricionista pode atuar em sete diferentes segmentos:
- Área Clínica: Hospitais e clínicas, ambulatórios, consultórios, bancos de leite humanos, lactários, spas;
- Área Institucional: Alimentação escolar, alimentação do trabalhador;
- Saúde Pública: Programas institucionais de órgãos governamentais ou entidades privadas, Unidades Primárias de Saúde, Vigilância Sanitária;
- Área de Ensino: Docência, extensão, pesquisa e supervisão de estágio, coordenação de curso;
- Indústria de Alimentos: Desenvolvimento de produtos;
- Marketing: Especialmente para produtos alimentares;
- Esportes: Clubes e academias, Secretarias de Esportes.
O que ele faz?
O nutricionista faz toda a logística da seleção - acompanha desde a compra dos alimentos até o momento em que eles vão para a mesa. "Ele vai desde fazer a compra, o cardápio, o preparo, regras de higiene e de controle de qualidade. Além disso, faz um balanceamento da refeição, afim de que não se torne um cardápio muito rico em gordura ou muito rico em carboidrato", explica Sandra.
Para Ângela, o nutricionista tem o papel de educar as pessoas com relação aos seus hábitos alimentares "Ele atua como um verdadeiro educador alimentar. Passa o conhecimento que tem da importância de manter uma alimentação saudável", garante Ângela.
Ela atenta ainda para um dos fatores que levaram a profissão a uma condição de destaque – os hábitos alimentares, cada vez mais preocupantes, da população. "A mulher não é mais aquela que fica em casa fazendo a comida. As pessoas hoje se utilizam de fast-food, almoçam fora de casa, as crianças comem na escola... E o resultado disso é a grande parcela da população de obesos, o que acarreta, ainda, outras doenças. Educar-se alimentarmente, então, se torna fundamental", finaliza Ângela.
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