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Fonte: Jornal São Camilo Educação
Data da publicação:
30/04/09

VII Simpósio de Fisioterapia

Para abordar os diversos temas nas diferentes áreas de atuação da fisioterapia, o Centro Universitário São Camilo-SP promoveu, nos dias 24 e 25 de abril, a 7ª edição do Simpósio de Fisioterapia, reunindo discentes e docentes do curso, com os objetivos de promover um debate em fisioterapia, permitir a troca de experiências teórico-práticas entre docentes e alunos, conhecer as diferentes áreas da fisioterapia e atualizar os futuros profissionais frente às diversidades do mercado de trabalho.

“O diferencial do evento é abordar todos os temas e áreas de atuação. Desde a primeira edição, em 2003, foi decidido que não teria um tema específico e sempre iríamos discutir sobre o cenário atual da profissão e proporcionar também uma discussão sobre gestão de carreira. Sempre baseado nas atualizações frente às diversas áreas de atuação e do mercado de trabalho”, explica o Prof. Adilson Apolinário, Coordenador do Curso de Fisioterapia.

Além disso, o VII Simpósio também proporcionou aos estudantes dos campi Ipiranga e Pompéia vivenciarem e conhecerem as áreas da fisioterapia por meio de Oficinas realizadas no dia 24 de abril.

Todos os anos, a São Camilo insere no mercado de trabalho excelente profissionais na área de fisioterapia. Prof. Adilson relata que o curso recebe um feedback muito positivo de instituições renomadas do Estado de São Paulo que empregaram alunos formados pela São Camilo. Com isso, o curso também consegue visualizar melhor o panorama sobre a empregabilidade da profissão.

No dia 25 de abril, na abertura oficial do evento, os docentes do curso convidaram ex-alunos camilianos para ministrarem palestras e relatarem suas experiências profissionais. “Precisamos trazer as discussões para dentro da Instituição para que possamos refletir, atualizar os conhecimentos e melhorar cada vez mais a formação de nossos alunos que se destacam no mercado de trabalho”, diz o coordenador do curso.

A estudante Doris Gonçalves, 20 anos, do 5º semestre de Fisioterapia, relata que o evento é muito importante para conhecer as áreas de atuação. “Ainda não defini a minha área de atuação, mas acho importante ouvir experiências de ex-alunos ou de outros profissionais que falam como foi o início e o sucesso da carreira. Isso aumenta ainda mais nosso conhecimento e também responde às várias questões, como, por exemplo, é isso que eu gosto de trabalhar, ou até mesmo, se orientar sobre o tema do Trabalho de Conclusão de Curso”, afirma.

No segundo dia do evento, realizado no Campus Ipiranga I, discentes e docentes participaram das palestras proferidas por ex-alunos camilianos. Essa ocasião contou, ainda, com a participação dos docentes do curso que também debateram diversos assuntos.

A fisioterapeuta Maria Angélica Gonçalves, formada pela São Camilo em 2003, abordou o tema Avanços da Fisioterapia em Reabilitação Cardíaca, mostrando a sua atuação no Hospital do Coração, em São Paulo. Para dar continuidade ao assunto, foi convidada a Profa. Ana Cristina Gimenes, Especialista em Fisioterapia Respiratória pela UNIFESP e docente da São Camilo.

Para falar sobre a Abordagem da Osteopatia e os avanços dos Recursos Terapêuticos Manuais no mercado de trabalho foi convidado o fisioterapeuta Juliano Takashi Wada, graduado pela São Camilo e autor do livro Tratado de Anatomia Palpatória - Vol. I - Membro Superior. Em seguida, o tema também foi debatido pelo Prof. Maurício Bezerra da Silva, Mestre em Reabilitação pela UNIFESP.

O tema Processo de inserção e atuação do fisioterapeuta em projetos voltados à saúde pública foi abordado pela fisioterapeuta Fernanda Ferrari e também pelo Prof. Paulo Roberto de Castro, Coordenador Adjunto do Curso.

O fisioterapeuta Marcelo Beraldo, doutorando em pneumologia pela Faculdade de Medicina da USP, falou sobre  Atuação e inserção do fisioterapeuta na pesquisa experimental.

Na mesma ocasião, foram realizadas as palestras Panorama da pesquisa clínica no Brasil e a inserção do fisioterapeuta como profissional da área de saúde, proferida pela bióloga e médica veterinária Greyce Lousana, e o tema A influência das políticas de mercado na carreira profissional, ministrado pelo Prof. Alexandre Luque, fisioterapeuta e mestre em Ciências pela USP.

Ao final do evento, o curso sorteou alguns livros de fisioterapia aos estudantes.

União entre alunos e professores – o simpósio foi realizado em parceria com a coordenação, docentes e Centro Acadêmico (C.A) do curso que planejaram todo o projeto de sua 7ª edição. “É discutido incansavelmente com alunos sobre os temas dos eventos, e eles também dão sugestões e trazem ideias para discussão. É uma participação muito importante do C.A, pois são eles que representam os alunos”, afirma Prof. Adilson.

Além disso, o curso conta com grupos de estudos em diversas áreas da fisioterapia. Esses grupos se reúnem todos os meses para debate das áreas de atuação e realizam anualmente um grande evento.

“Isso é um ‘plus’ que nós oferecemos aos nossos alunos e temos excelentes resultados. Temos vários estudantes que passam em pós-graduação nas instituições mais renomadas de São Paulo e do Brasil, como USP e UNIFESP. Percebemos que esse momento de ouvir os alunos, nos aproxima ainda mais deles nas discussões da profissão”, afirma o coordenador do curso.

A fisioterapia no Brasil – Em todos os eventos do curso é discutida a importância da inserção do fisioterapeuta no Sistema Único de Saúde. Segundo Prof. Adilson, conquistar espaço dentro dos programas de saúde do Governo Federal, Estadual e Municipal tem sido o grande desafio da profissão.

“A categoria tem buscado o seu espaço desde sua regulamentação em 1968. Nos últimos 10 anos, ela vem atingindo um espaço muito grande na sociedade. Hoje, o desafio maior é a entrada do fisioterapeuta no SUS. Precisamos levar a nossa profissão para quem precisa. Atualmente, a atuação está mais voltada para dentro do sistema privado de saúde, existem em hospitais públicos mas em número muito reduzido. Queremos mostrar que estamos atuando nas três frentes: promoção, prevenção e reabilitação. Porque é mais barato ter um fisioterapeuta em uma Unidade Básica de Saúde, do que internar um paciente, por exemplo, por uma lombalgia. E isso poderia evitar a internação desse paciente se ele tivesse acesso ao serviço de fisioterapia”, explica o Prof. Adilson, que também é membro da Associação Brasileira de Ensino e Fisioterapia.

 

 

 
 

 
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