REABILITAÇÃO: MÚLTIPLOS ENFOQUES
Leo Pessini
Maria Auxiliadora Cursino Ferrari
Maria de Jesus Gonçalves
Paulo Roberto Garcia Lucareli

Conceituar a palavra reabilitação é uma tarefa extremamente complexa. Ela pode denotar diferentes sentidos em função da área do conhecimento que a toma. Na arquitetura, por exemplo, é definida como um ramo de intervenção para a conservação do patrimônio construído. O conceito é relativamente recente, tendo origem no século XIX como consciência de proteção histórica atenta aos valores culturais e patrimoniais. Em termos legais e sociais, a reabilitação refere-se à reintegração da pessoa à plenitude de seus direitos de cidadão. Na área da saúde, o conceito de reabilitação teve grande impulso e desenvolvimento no século XX, sobretudo no período posterior às grandes catástrofes mundiais, como foram as guerras, que obrigaram muitos governos a estabelecer políticas de desenvolvimento científico, tecnológico e social para atender às conseqüências de tais eventos.
De acordo com o Ministério da Saúde, reabilitação diz respeito ao desenvolvimento das capacidades adaptativas do indivíduo nas diferentes fases de sua vida. Implica o desenvolvimento ótimo da pessoa com deficiência, nos seus aspectos funcionais, físicos, psíquicos, educacionais, sociais, profissionais e ocupacionais. A reabilitação, enquanto serviço, é um conjunto de atenção à saúde e, portanto, um componente imprescindível da promoção, prevenção e assistência às pessoas, na manutenção de sua saúde e bem-estar, bem como de sua família e comunidade. É um processo de duração limitada, desenvolvido por equipes multiprofissionais de saúde por meio de ações de diferentes níveis de complexidade.
De fato, definir uma palavra é sempre tarefa complexa, pois, nas palavras de Edward Sapir, temos que ir ao âmago das coisas e amalgamar massas inteiras de experiências, que são até certo ponto tão semelhantes que nos permitem – grosseira, mas convenientemente – tratá-las como idênticas. O conceito é uma cômoda cápsula de pensamento, que contém milhares de experiências distintas e é capaz de absorver milhares de outras mais; cada elemento lingüístico significante é o símbolo de um conceito. Assim, se há algo que define a reabilitação hoje, essa palavra é a diversidade ou a multiplicidade.
São diversos os campos da ciência, com diversos profissionais, atuando em múltiplas áreas: ensino, clínica e pesquisa, com enfoques variados, com a preocupação de desenvolver tecnologias e teorias em prol da compreensão, cada vez mais precisa, dos fenômenos relacionados à saúde das pessoas em suas múltiplas dimensões. Este volume de O Mundo da Saúde, dedicado à Reabilitação, reflete seu universo atual, reunindo diversos trabalhos, resultados de pesquisas ou de atuação clínica, com predominância de artigos originais. Contempla diferentes áreas, que se ocupam de questões referentes à reabilitação, como a fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, farmácia e filosofia. Cada uma com seu olhar trouxe uma contribuição significativa para a composição e enriquecimento deste volume.
Nossos agradecimentos a todos os colaboradores por toda a competência científica e humana, partilhando seus conhecimentos por meio de publicações, e semeando esperança de mais saúde a tantas pessoas com necessidades especiais no mundo da saúde.


REHABILITATION: MULTIPLE APPROACHES
Leo Pessini
Maria Auxiliadora Cursino Ferrari
Maria de Jesus Gonçalves
Paulo Roberto Garcia Lucareli

Defining the expression rehabilitation is an extremely complex task. It may present different senses in accordance with the knowledge field it is approached in. In architecture, for instance, it is defined as a field of intervention aiming at the conservation of building patrimony. This is a relatively recent concept originating in the Nineteenth century as a conscience of historical protection attentive to cultural and patrimonial values. In legal and social terms, rehabilitation refers to reintegrating to the person her full citizen’s rights. In the health area, rehabilitation as a concept gathered a strong momentum and development in the Twentieth century, especially in the period subsequent to the great worldwide catastrophes that were was the World Wars, which forced many governments to establish policies for scientific, technological and social development to care for the consequences of such events.
In accordance with the Brazilian Ministry of Health, rehabilitation concerns the development of the adaptive capacities of individuals in the different phases of their lives. It implies the optimal development of persons with deficiencies, in their functional, physical, psychological, educational, social, professional and occupational aspects. Rehabilitation as a service is a set of health care actions and so it is a crucial component of the promotion, prevention and assistance to persons, as well of the maintenance of their health and well-being and those of their families and community. It is a process of limited duration, developed by multiprofesional health teams by means of actions of different levels of complexity.
In fact, to define a word is always a complex task, for, in Edward Sapir’s words, we have to go to the heart of the things and to amalgamate whole masses of experiences, to a certain extent so similar that allow us – rudely, but conveniently – to treat them as identical. A concept is a comfortable capsule for thought which contains thousands of different experiences and is able to absorb thousands of others; each significant linguistic element is the symbol of a concept. So, if there is something that defines rehabilitation today, this is diversity or multiplicity.
Many are the fields of science are, with several professionals acting in multiple areas: teaching, clinic and research, with varied approaches and the concern of developing technologies and theories on behalf of an increasingly precise understanding of phenomena linked to the multiple dimensions of people health. This issue of O Mundo da Saúde devoted to Rehabilitation, reflects this discipline current universe, bringing together several works resulting from research or clinical works, with a predominance of original papers. It brings works from different areas that approach questions referring to rehabilitation, such a physiotherapy, phonoaudiology, psychology, occupational therapy, pharmacy and philosophy. Each one of these works has brought, with its glance, a significant contribution to the composition and enrichment of this volume.
We thank all collaborators for all their scientific and human competence, sharing their knowledge by means of publications, and sowing the hope for a better health for so many persons with special needs in the world of health.


REHABILITACIÓN: MÚLTIPLES ACERCAMIENTOS
Leo Pessini
Maria Auxiliadora Cursino Ferrari
Maria de Jesus Gonçalves
Paulo Roberto Garcia Lucareli

La definición del término rehabilitación es una tarea muy compleja. Él puede presentar sentidos diferentes de acuerdo con el campo de conocimiento en lo que es acercado. En la arquitectura, por ejemplo, es definido como un campo de intervención a favor de la conservación del patrimonio construido. Este es un concepto relativamente reciente que proviene del Siglo Diecinueve como una conciencia de la protección histórica atenta a los valores culturales y patrimoniales. En términos legales y sociales, la rehabilitación se refiere a la reintegración a la persona de sus derechos de ciudadana llena. En el área de salud, rehabilitación en cuanto concepto ha recibido un ímpetu y desarrollo fuertes en el Siglo Veinte, sobre todo en el período subsecuente a las grandes catástrofes mundiales que fueran las Guerras Mundiales, que obligaron muchos gobiernos a establecer políticas para el desarrollo científico, tecnológico y social a fin de sanar a las consecuencias de tales acontecimientos.
De acuerdo con el Ministerio de Salud brasileño, la rehabilitación concierne el desarrollo de las capacidades adaptativas de los individuos en las diferentes fases de su vida. Esto implica el desarrollo óptimo de personas con carencias, en sus aspectos funcionales, físicos, psicológicos, educativos, sociales, profesionales y ocupacionales. La rehabilitación como un servicio es un conjunto de acciones de asistencia médica y es entonces un componente crucial de la promoción, prevención y ayuda a las personas, así bien del mantenimiento de su salud y bienestar y de sus familias y su comunidad. Es un proceso de duración limitada desarrollado por equipos de salud multiprofesionales de promedio acciones de niveles diferentes de complejidad.
De hecho, definir un término es siempre una tarea compleja, ya que, en las palabras de Edward Sapir, tenemos que ir al corazón de las cosas y amalgamar masas enteras de experiencias hasta cierto punto tan similares que permiten que nosotros – groseramente, pero cómodamente – las tratemos como idénticas. Un concepto es una cápsula cómoda para el pensamiento que contiene miles de experiencias diferentes y es capaz de absorber a miles de otros; cada elemento lingüístico significativo es el símbolo de un concepto. De este modo, si hay algo que define la rehabilitación hoy, se trata de la diversidad o multiplicidad.
Muchos son los campos de ciencia, con varios profesionales que actúan en áreas múltiples: enseñanza, clínica e investigación, con acercamientos variados y la preocupación de desarrollar tecnologías y teorías que promuevan un entendimiento cada vez más preciso de fenómenos ligados a múltiples dimensiones de la salud de la gente. Esta edición de O Mundo da Saúde, dedicada a la Rehabilitación, refleja la condición presente de esta disciplina, juntando varios trabajos que resultan de investigaciones o intervenciones clínicas, con predominio de artículos originales. Trae trabajos de áreas distintas que acercan referentes a la rehabilitación, como lo son la fisioterapia, la fonoaudiología, la psicología, la terapia ocupacional, farmacia y filosofía. Cada uno de estos trabajos ha traído, con su vistazo, una contribución significativa a la composición y el enriquecimiento de este volumen.
Agradecemos a todos los colaboradores por toda su competencia científica y humana, compartiendo su conocimiento en publicaciones, y sembrando la esperanza de una mejor salud para tantas personas con necesidades especiales en el mundo de la salud.


 
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