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SAÚDE DA MULHER: REVENDO PARADIGMAS
Leo Pessini
Geraldo Mota de Carvalho
Miriam Aparecida Barbosa Merighi
Mônica Santiago Galisa
A saúde da mulher tem sido assunto de grande discussão na atualidade. Do passado ao presente, grandes transformações aconteceram, contribuindo para um avanço, tanto do ponto de vista tecnológico como humano.
Historicamente, nunca houve grandes investimentos das políticas de saúde na atenção à saúde da família,
principalmente no que diz respeito às questões voltadas à saúde feminina. A mulher estava inserida em um contexto social e político caracterizado pelo preconceito, domesticismo e dominado pelo homem; a mulher tinha pouca liberdade de expressão, alternativas de escolhas restritas e sofria uma grande repressão sexual.
Conforme os tempos foram passando, as ações de saúde voltadas à população também foram sendo criadas e, em um determinado momento, a saúde feminina foi inserida no enfoque materno-infantil, que visava apenas à saúde no aspecto reprodutivo, esquecendo-se da mulher em sua totalidade.
Atualmente, o contexto no qual a mulher brasileira está inserida passou por profundas mudanças e as questões voltadas à saúde também assumiram novas tendências. A mulher realizou importantes conquistas nas últimas décadas. O seu papel passou por modificações profundas sobrepondo suas funções àquelas que já possuía. E, ao deixar o ambiente doméstico para lançar-se ao mercado de trabalho, quebrou vários paradigmas.
O Ministério da Saúde tem se empenhado em desenvolver políticas de saúde voltadas para a mulher e com a criação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher-PAISM, em 1984, muitas ações positivas vêm acontecendo.
Hoje, o velho modelo materno-infantil de saúde foi esquecido, e todas as ações direcionadas para o atendimento da saúde feminina enfocam o aspecto biopsicossocial.
Com a implantação do PAISM, surgiu uma grande preocupação com o aspecto preventivo da saúde, e no que diz respeito à esfera reprodutiva, o pensamento filosófico de humanização do processo de parto e nascimento tem sido mandatório.
Apesar do empenho do Ministério da Saúde e do novo paradigma traçado para a saúde da mulher, ainda existem incongruências em relação a seu atendimento.
O Brasil possui uma política educacional deficitária, contribuindo para altos índices de analfabetismo. A atual crise econômica também tem causado grandes dificuldades. A mulher, em busca do mercado de trabalho, de crescimento profissional e, muitas vezes, até mesmo de meios para sustentar sua família, tem se dedicado pouco aos cuidados com sua saúde. Por outro lado, também, percebe-se um grande número de mulheres carentes de informações sobre cuidados preventivos.
Cabe lembrar que abordar o universo feminino, atualmente, requer uma grande responsabilidade social.
Retratar a mulher do século XXI é levar em consideração vários fatores, como respeito, sexualidade, vida profissional, família, enfim, aspectos relacionados à totalidade do ser feminino, totalidade esta que caracteriza a expressão saúde.
Sendo assim, procuramos, por meio desta edição, ‘Saúde da Mulher’, oferecer ao leitor e profissionais da saúde, com base em referenciais éticos e humanísticos, um conjunto de artigos que retratam pontos relevantes relacionados ao assunto em questão, como: planejamento familiar, sexualidade, gestação, aleitamento, vida saudável e problemas específicos da saúde feminina, de modo a possibilitar a Atualização de informações na esfera da prevenção e dos processos de tratamento.
Comporta esta edição multidisciplinar a participação de pesquisadores especialistas de diversas áreas do conhecimento, aos quais manifestamos nossos agradecimentos.
Desejamos a todos uma excelente leitura!
WOMEN'S HEALTH: RETHINKING PARADIGMS
Leo Pessini
Geraldo Mota de Carvalho
Miriam Aparecida Barbosa Merighi
Mônica Santiago Galisa
Women’s health is lately receiving much attention, due to its relevance. From sometime ago to now, there were huge changes that helped it advance both from the technological and humane perspectives.
From a historical point of view never investments have been made in policies aimed at promoting family health as a whole, with an emphasis in women’s health. Women were in a social and political context marked by prejudice, by no choice except doing chores and obey men; women had only little freedom of expression, almost no alternatives from which to choose and great was sexual repression against them.
As time passed, health initiatives aimed at the population as a whole were implemented and in a certain moment women’s health was considered in motherchild health care, but this addressed only reproductive functions, and did not considered women as a whole.
Now, not only many changes have happened in Brazilian women’s conditions but also new trends developed in questions related to health. Women’s have had many achievements as regards their rights in the last decades. They role has suffered deep changes that add to her traditional responsibilities some news ones. As women began to be a real part of the work force many paradigms had to change.
The Brazilian Health Ministry makes efforts for developing health policies aimed at women, and with the new Program of Integral Assistance do Women’s Health (PAISM), in 1984, many positive results have been reached.
Today, the restricted mother-child model for health policies is gone and all programs aimed at women’s health follow a biopsychosocial model
PAISM implementation has brought a great concern about preventive measures and as regards reproduction, a philosophical thought on humanization of childbirth and birth is now mandatory.
In spite of Health Ministry’s efforts and the new paradigm established for promoting women’s health, there are still some inconsistencies regarding assistance itself.
Brazilian education policies are still inefficient and this contributes to high degrees of illiteracy. Current economical problems have brought many problems. Women wanting a place at the work market and aiming at professional enhancement and sometimes even aiming at earning their life to support the whole family, give little attention to themselves as regards health. Besides, many are women who still lack information about preventive measures It is worth mentioning that approaching women’s universe requires today a broad social responsibility.
Talking about women in the first decade of the Twentieth-one century implies considering many factors such as respect, sexuality, professional life, family – all of them aspects of the feminine human being as a whole, a wholeness that obviously includes health.
Because of all, the present issue approaches “Women’s Health” to offer the reader and health Professionals, on the basis of ethical and humanistic principles, some papers on relevant women’s health topics: family planning, sexuality, gestation, breast feeding, healthy life and some other specific topics of women’s health, aiming at bringing up-to-date information regarding prevention and treatment processes.
This multidisciplinary issue has as collaborators researchers specializing in many knowledge areas and we are very grateful to them.
Have a good reading!
SALUD DE LA MUJER: UNA REVISIÓN DE PARADIGMAS
Leo Pessini
Geraldo Mota de Carvalho
Miriam Aparecida Barbosa Merighi
Mônica Santiago Galisa
La salud de la mujer es objeto de mucha discusión reciente gracias a su relevancia. Desde hace unas décadas hasta el presente, muchas grandes mudanzas hicieron el campo avanzar tanto tecnológicamente como de la perspectiva humanística.
Históricamente nunca se han hecho inversiones em políticas de promoción de la salud integral de la família con destaque a la salud de la mujer. Las mujeres se hallaban en un contexto social y político marcado por preconcepciones, por la imposición del trabajo domestico y la obediencia a los hombres, poca libertad de expresión, casi ninguna alternativa para escoger y sufrían de mucha represión sexual.
El tiempo ha hecho que se implementaran programas de promoción de salud dirigida a toda la población y en cierto momento la salud de la mujer fue considerada de la perspectiva de la salud materno-infantil, aunque solamente considerando funciones reproductivas y no la salud de la mujer en su totalidad.
Hoy, no solamente han ocurrido muchas mudanzas en las condiciones de las mujeres brasileñas como se desarrollaran nuevas tendencias vinculadas con la salud. Las mujeres han conquistado muchos de sus derechos en las últimas décadas. Su rol se ha cambiado profundamente y agregado a su función tradicional algunas nuevas responsabilidades. Cuando las mujeres pasaran a ser miembros efectivos de la comunidad de trabajo, muchos fueran los paradigmas trasformados.
El Ministerio de la Salud brasileño promueve políticas de la salud dirigidas a las mujeres y el nuevo Programa de Asistencia Integral a la Salud de la Mujer (PAISM), el año de 1984, ha producido muchos resultados positivos.
Hoy el modelo restricto madre-hijo ha desaparecido de las políticas de la salud e todos los programas de la salud de la mujer se encuadran en un paradigma biopsicosocial.
La implementación de PAISM ha producido una grande preocupación con las medidas preventivas en relación a la reproducción, y hoy es obligatoria una perspectiva filosófica de humanización del parto e del nascer.
Aunque el Ministerio haga esfuerzos y el nuevo paradigma de promoción de la salud de la mujer este incorporado a las prácticas de la salud, la asistencia sigue con algunos problemas que se deben corregir.
La educación en Brasil sigue ineficiente, contribuyendo para los altos grados de analfabetismo. Los problemas económicos también han afectado a las mujeres. Las mujeres que deseen participar del mercado de trabajo y alcanzar mejorías profesionales, mujeres que por veces han que trabajar para alimentar toda la familia, no cuidan adecuadamente de su propia salud. Acrece que muchas mujeres aún no han aprendido acerca de medidas de prevención de problemas de la salud.
Debemos mencionar que abordar el universo femenino hoy requiere una grande responsabilidad social.
Hablar de las mujeres en la primera década del siglo veintiuno implica considerar muchos aspectos como lo son el respecto, la sexualidad, la vida profesional, la familia – todos vinculados con el ser humano femenino en su integralidad, una integralidad que por supuesto incluye la salud.
Debido a esto, la presente edición de O Mundo da Saúde aborda “La Salud de la Mujer”, presentando a lectores en general y a profesionales de la salud, de uma perspectiva ética y humanística, algunos artículos acerca de temas relevantes de la salud de la mujer: planificación familiar, sexualidad, gestación, amamantamiento, vida saludable y otros tópicos específicos de la salud de la mujer, buscando presentar informaciones actualizadas em cuanto a la prevención e los procesos de tratamiento.
Esta edición multidisciplinaria trae artículos de especialistas en muchos campos del conocimiento, a los que somos mucho gratos.
Deseamos a todos una buena lectura!
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